Depois de meio anito ai temos nós o projecto de arquitectura. Esta é imagem da fachada virada para a Avenida da República com a cor final. Bem a electrónica trai por vezes a verdadeira cor mas esta é a que existe ainda do original pintado na parte traseira da casa e no piso da cave. Esta imagem ainda não traduz o produto final, mas marca uma etapa importante deste projecto desenvolvido pela SPACEWORKERS.
O meu tio avô António Magalhães na Avenida mesmo em frente à casa (do lado esquerdo).
A avenida da República da altura era lindíssima e sossegada.
A fase do levantamento arquitectónico dos edifícios existentes ficou concluída em Agosto. Aí está a imagem da fachada.
Este levantamento foi executado ao mínimo pormenor de forma aos Arquitectos poderem trabalhar virtualmente com a realidade existente. A partir deste momento e até ao final deste mês teremos a proposta de projecto de restauro, ampliação e a respectiva maqueta. Os arquitectos já sabem o que pretendemos e necessitamos, agora aguardamos que nos surpreendam.
Podem conhecer alguns dos seus trabalhos em: Spaceworkers Arquitectura
Pois, o da esquerda sou eu, com o meu Tio Tino e o meu irmão.
Este meu tio, o Padre Vitorino de Sousa Alves, irmão do meu pai, vinha todos os anos pela Páscoa visitar-nos e trazia um saco de amêndoas que nos dava. Pequenas coisas que marcaram a minha infância.
O banco onde estamos ainda está lá, aliás são dois iguais, com estrutura em ferro e as traves em madeira lacada de branco. Quero restaurá-los.
O bebé sou eu no colo da minha mãe.
Nesta foto dá para ver um pouco do jardim que os meus avós sempre cuidaram com um gosto requintado e da calçada.
O portão ainda se mantém mas nesta altura tinha um arco por cima coberto de hera que entretanto caiu com o peso e idade.
Uma das coisas que quero restaurar são as portas da sala e do escritório.
Finalmente fotografei os tectos decorativos da casa. E ai estão eles.
Apesar de feriado levantei-me um pouco mais cedo do que o costume e lá fui eu com mais quatros trabalhadores arrumar a adega de manhã.
Tiramos imensa tralha que havia, desde móveis que pertenciam à loja do meu avó materno e que lá ficaram amontoados desde início da década de 80.
Esta tarefa é para que se possa fazer as medições que o levantamento necessita. Sem isto os arquitectos não podem trabalhar.
Quero o quanto antes ver e pensar o que iremos fazer e os que os arquitectos propõem.
Antes da limpeza em Janeiro de 2010
Depois da limpeza
No post anterior falei da garagem que a casa tinha antes de 1940. E ai está ela, transformada numa pequena habitação com 51m2.
A parte pintada de amarelo era a garagem e a porta e janela não tinham a divisão de pedra a meio e era uma entrada única para o carro.
Do lado esquerdo vê-se uma janela quadrada e a parede cinza que foi o acrescento nomeadamente a cozinha e a casa de banho e uma lojinha com um forno a lenha, que ficam para trás. Neste momento está arrendada. Ainda não sabemos ao certo o que fazer. Penso que na altura certa tomaremos uma boa opção para ela.
Hoje ficou concluída uma pequena reparação no telhado da cozinha e sala do caseiro. Deixava entrar água e a segurança era duvidosa. O problema mais grave era utilização de uma trave mestra em pinho, que com o tempo ficou retorcida e fez a armação abater, criando uma barriga.
Falei com um empreiteiro meu amigo e que já fez alguns trabalhos para mim, que rapidamente resolveu o problema.
Em principio não sabemos se vamos manter esta edificação mas de momento vai ser importante como arrecadação. A pedra é belíssima pode ser reutilizada pois temos a necessidade de fazer a garagem que neste momento não existe. Primitivamente existia mas nos anos 40 foi transformada em casa onde ficou a morar a criada que cuidou dos meus tios até ao fim de vida.
É uma foto, creio eu do início da década de 90. Lembro-me de a ter tirado enquanto o meu pai lia o jornal. Precisamente o Jornal de Notícias quando tinha aquele tamanho enorme que entrou e desuso. A casa desde que eu me lembro dela sempre teve esta cor até ter sido pintada a fachada frontal de um rosa mais claro. Penso que inicialmente terá sido amarela, mas sinceramente não sei. Agora o mais importante será a cor que vai ter.
A casa pertence à herança da minha mãe mas foi a determinação do meu pai que fez com que tivéssemos ficado com ela. As partilhas foram feitas no inicio da década de 80, bem há pouco tempo. Mas os meus pais ficaram lá a morar desde que se casaram em 1964.
No dia em que nasceu o nosso sobrinho e afilhado, Diogo falei com os Arquitectos aceitando a proposta apresentada.
Já os conhecia há uns anos mostrei-lhes a casa e aí percebemos que tínhamos quem necessitava-mos para executar o restauro e ampliação bem como o estudo do espaço envolvente.
"SPACEWORKERS" é o nome do gabinete de dois jovens arquitectos do nosso concelho.
Caros Arquitectos Henrique e Rui, mãos à obra...
Depois da limpeza feita há duas semanas havia a necessidade de retirar uma quantidade enorme arbustos, pequenas árvores, ervas, trepadeiras, heras e outros lixos.
Hoje a partir das 7 horas da manhã lá estávamos, eu e mais quatro pessoas para carregar um contentor deixado por um camião tipo TIR. Encheu-se tudo até cima. Agora o aspecto é outro, mas ainda há muito trabalho pela frente.
Os meus avós do lado esquerdo e uma prima Ivone.
Sebastião Monteiro Pereira da Silva era uma pessoa muito querida na terra, quando faleceu tinha eu cerca de 5 anos. Minha avó Arminda faleceu tinha eu já 13 anos e ela 77.
Apesar da cor da fotografia não ser fiel à realidade a casa tinha um tom rosa velho.
Hoje andei "aos papeis" a tentar perceber a idade da casa. Mas nada.
A base de pesquisa é o meu tio bisavô, António Monteiro de Sousa Magalhães casado com Isabel Moreira da Silva Pereira e vivia também com a cunhada solteira Maria do Carmo.
A casa tem uma particularidade interessante, dois pequenos painéis de azulejos que ladeiam a porta principal. Do lado esquerdo a imagem da Rainha Santa Isabel e do lado direito a imagem do Santo António. E o que significam? Muito simples a minha tia bisavó Isabel e o meu tio bisavô António.
Pelo que sei este bem já pertence à família há algumas gerações.
Este meu tio bisavô tinha mais seis irmãos e era filho de Miguel Joaquim de Sousa Magalhães. Os sete irmãos eram: Aurélia, Abílio (prima Lélé - Aurélia - de Trigais) , Emília, António, Lucinda (que acrescenta ao nome "e Giraldes" e era madrinha da minha mãe), Luiz (primo Miguel, que cheguei a conhecer, Aninhas que ainda é viva e outra irmã Sofia falecida muito nova e morava no Marco) e Joaquim (Brasil)
Os pais do meu avô materno Sebastião eram Emília Monteiro de Sousa Magalhães e António Pereira da Silva.
Por volta de 1946 ou 47 meu avô iria então morar para esta casa deixada pelo seu tio. Esta será a data provável da morte de meu tio bisavô.
Na década de 60 os meus pais casaram e foram morar nesta casa. Em 1985 (?) ficariam com ela em partilhas. E agora em 2010 na minha posse.
Esta é um foto que guardo há muitos anos. Penso que será do anos 40, mas não tenho certeza absoluta. Atribuo-lhe o ano de 1943 por ser semelhante a outras fotos que tenho do mesmo formato e aspecto.
Vai servir para termos uma ideia como era quando foi construída pelos meus tios bisavós que deixaram ao meu avó materno e por sua vez ficou em partilha para os meus pais, isto já em 1983.
O meu Tio Bisavô António Magalhães frente ao beiral com a piteira do lado direito que ainda existe e com quase a mesma envergadura.
Esta é uma fotografia da parte lateral esquerda da casa. O meu tio bisavô António Magalhães e a esposa a minha tia bisavó Isabel e a irmã.
Hoje de manhã foi verificado o telhado, pois havia sítios onde entrava água e estava danificar gravemente os tectos antigos de estuque. Agora já pode continuar a chover até iniciar as obras de restauro e ampliação, o que vai demorar um pouco pois estamos mesmo no início, à espera de orçamentos. Vamos ver o que os arquitectos dizem.
Depois de acordar com a minha mãe e o meu irmão fizemos a partilha parcial de dois bens principais. Fiquei eu com esta casa onde nasci e vivi 31 anos e o meu irmão com a casa de praia da família frente ao mar.
A casa estava com um aspecto abandonado e deteriorado com um jardim e terreno envolvente impenetrável.
Numa manhã de sábado, dia 8 de Maio deu-se a primeira cortadela aos arbustos, heras e ervas daninhas que cobriam a entrada da casa, ficando ela com o aspecto que vemos nesta foto.
Era o iniciar dos trabalhos.